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publicado por anita, em 25.11.11 às 12:45 |  O que é? |  O que é?

"Há lábios que se guardam num beijo.

Colados aos nossos.

Tocamos-lhes cada vez que tocamos com os dedos na imagem do passado.

Ele ainda ali está. Nos láios dele. A beijá-la.

.....

Há beijos que trazem sabor a mel.

Outros suspendem a alegria

Na amargura.

.....

Para desaparecer.

A solidão é insustentável.

Na escuridão existimos um bocadinho menos.

A\dor deixa de se ver.

Basta um olhar para iludir a paixão. E fugir ao vazio."

 

In O Tempo das Cerejas de Claudia Galhós.

 

Hoje decidi falar um pouco sobre o BEIJO.

Os apaixonados, os de menina, os de menino, os paternais, os amigos e os de respeito.

Outros haverá também.

 

Comecemos pela sua definição:

 

Um beijo (do latim basium) é o toque dos lábios com qualquer coisa, normalmente uma pessoa.

Na cultura ocidental é considerado um gesto de afeição. Entre amigos, é utilizado como cumprimento ou despedida.

O beijo nos lábios de outra pessoa é um símbolo de afeição romântica ou de desejo sexual.

 

 

A história do BEIJO

 

Os mais antigos relatos sobre o beijo remontam a 2500 a.C., nas paredes dos templos de Khajuraho, na Índia. Diz-se que na Suméria, antiga Mesopotâmia, as pessoas costumavam enviar beijos aos deuses. Na Antiguidade também era comum, para gregos e romanos, o beijo entre guerreiros no retorno dos combates.

Era uma espécie de prova de reconhecimento.

Aliás, os gregos adoravam beijar.

 

Mas foram os romanos que difundiram a prática. Os imperadores permitiam que os nobres mais influentes beijassem seus lábios, e os menos importantes as mãos. Os súditos podiam beijar apenas os pés.

Eles tinham três tipos de beijos: o basium, entre conhecidos; o osculum, entre amigos; e o suavium, ou beijo dos amantes.

 

Na Escócia, era costume o padre beijar os lábios da noiva ao final da cerimônia. Acreditava-se que a felicidade conjugal dependia dessa benção. Já na festa, a noiva deveria beijar todos os homens na boca, em troca de dinheiro.

 

Na Rússia, uma das mais altas formas de reconhecimento oficial era o beijo do czar.

 

No século XV, os nobres franceses podiam beijar qualquer mulher.

 

Na Itália, entretanto, se um homem beijasse uma donzela em público, era obrigado a casar imediatamente. No latim, beijo significa toque dos lábios.

 

Na cultura ocidental, ele é considerado gesto de afeição.

Entre amigos, é utilizado como cumprimento ou despedida; entre amantes e apaixonados, como prova da paixão.

 

Mas é também um sinal de reverência, ao se beijar, por exemplo, o anel do Papa ou de membros da alta hierarquia da Igreja.

 

No Brasil, D. João VI introduziu a cerimônia do beija-mão: em determinados dias o acesso ao Paço Imperial era liberado a todos que desejassem apresentar alguma reivindicação ao monarca. Em sinal de respeito, tanto os nobres, como as pessoas mais simples, até mesmo os escravos, beijavam-lhe a mão direita antes de fazer seu pedido. Esse hábito foi mantido por D. Pedro I e por D. Pedro II.

28 fatos incríveis sobre o beijo

 
Não há necesidade alguma de "descrever" a foto. A matéria dá 28 espécies diferentes de "beijos"...Todavia, parece-me ser esse o "french kiss" ("prolegômenos" do...) - Foto: Hypescience
 
Bem ou mal, todo mundo sabe dar um beijo.
A questão é: você sabe que há uma grande variedade de fatos interessantes sobre o beijo? Beijar faz bem? Beijar engorda ou emagrece?

 

28
Beijar ajudar a relaxar e a reduzir os efeitos do estresse.

27
Durante o ato do beijo você coloca 29 músculos faciais em movimento. Em outras palavras, o beijo pode ser usado como exercício eficiente para prevenir o aparecimento de rugas.

26
Um beijo romântico rápido queima entre uma e três calorias. Um beijo de boca aberta com contato de língua de curta duração pode queimar cinco calorias. Um beijo de um minuto pode gastar até 26 calorias. Isso é o dobro do gasto de uma corrida intensa, na subida.

25
Quem beija troca saliva contendo diversas substâncias como gordura, sais minerais, proteínas, etc. A troca destas substâncias pode incentivar a produção de anticorpos pela sua relação com antígenos associados a diferentes doenças.

24
Beijar ajuda a prevenir contra cáries, pois aumenta a produção de saliva que
colabora na limpeza da boca.


23

Beijar apaixonadamente por 90 segundos eleva a pressão sanguínea e causa aceleramento cardíaco. Aumenta o nível de hormônios no sangue reduzindo a expectativa de vida em um minuto.

22
Estima-se que os homens que beijam suas esposas ao se despedir, antes de sair de casa, vivem cinco anos mais e ganham salários maiores do que aqueles que apenas batem a porta. Os homens da última categoria também tendem a sofrer mais acidentes de trânsito.

21
Uma pessoa comum passa 20.160 minutos (14 dias) da sua vida beijando.

20
Os esquimós, polinésios e malásios esfregam os narizes ao invés de beijar.

19
Mas ao contrário da crença popular os esquimós não apenas esfregam os narizes uns contra os outros para mostrar afeto e amor. Assim que os narizes se encontram eles abre um pouco suas bocas. Em seguida, eles inspiram profundamente e solta o ar pelo narizes, com os lábios cerrados. Depois de saborear os aromas uns dos outros, os parceiros pressionam o nariz contra as bochechas uns dos outros e ficam parados nessa posição por um ou dois minutos.

18
Os antigos romanos beijavam uns aos outros nos olhos ou na boca como cumprimento.

17

Na Rússia, o maior sinal de reconhecimento era um beijo do Czar.

16
A etiqueta vitoriana exigia que o homem se curvasse para beijar a mão das damas.

15
Nos EUA, os beijos nas bochechas só são dados por pessoas íntimas e não é o cumprimento padrão como no Brasil ou na Europa.

14
Em algumas tribos africanas se presta homenagem ao chefe ao beijar o chão por onde ele passou.

13
A palavra "ósculo" é sinônimo de "beijo" em português. A palavra é originada do latim "osculum", que significa "boca pequena", ou seja, o movimento feito com os lábios no momento do beijo.

12
O beijo mais longo durou 31 horas e foi realizado para um programa de televisão chamado "Ricki Lake" em 2002, na cidade de New Jersey.

11
Em alguns locais ou certas ocasiões, beijar é crime. Nos EUA, no estado de Indiana, é ilegal que um homem de bigode "beije habitualmente seres humanos", na cidade de Hartford, Connecticut, é ilegal que um marido beije a esposa no domingo.

10
Beijar em público não é bem visto no Japão, Taiwan, China e Coréias. Os beijos japoneses típicos são "beijocas" para nós e parecem ter sido criados para censurar a "perda da moral" do ocidente. Um casal japonês deve manter certa distância antes de se curvarem de ousar se curvar para encostarem os lábios por um segundo.

 

9

Nos tempos medievais, os beijos eram levados a sério. Se um casal era pego "nos agarros" poderia ser forçado a casar.


8

Estudos indicam que 66% das pessoas mantêm os olhos fechados enquanto beija. O restante sente prazer em observar a miríade de emoções no rosto do parceiro (a).

7
Uma mulher beija uma média de 80 homens antes de casar, de acordo com estatísticas estado-unidenses.

6
O prazer do beijo pode estar ligado ao fato do tato labial ser duzentas vezes mais sensível do que o tato nos dedos.

5
O beijo de língua é chamado de "união de almas" na França. Comumente, os franceses são atribuidos pela invenção deste tipo de beijo.

4
"Beijo de borboleta" é o nome dado a uma espécie infantil de beijo onde se esfrega suavemente os cílios no nariz ou bochechas de outra pessoa, com o movimento da pálpebra.

3
Os corpos das pessoas, enquanto ocorre o beijo, produzem substâncias 200 vezes mais poderosas do que a morfina em termos de efeito narcótico. É por isso que um casal pode sentir euforia ou êxtase durante um beijo.

2
Metade das pessoas tem o seu primeiro beijo amoroso antes dos 14 anos de idade.

1
Os Hershey’s Kisses têm este nome porque a máquina que os fabrica parece beijar a esteira transportadora ao depositar o chocolate.

Fonte

http://hypescience.com/beijar-emagrece-dieta

 

Posto isto, um Beijo a todos!


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publicado por anita, em 12.11.11 às 14:15 |  O que é? |  O que é?

Olhou-se demoradamente no espelho apreciando os seus descarados cabelos brancos de despontavam sem pedir licença.

Pintá-los-ía novamente?

Não sabia se ía conseguir essa proeza de assumir os seus cabelos brancos, mas iria tentar.

 

Sentia-se ilhada.

Queria estar assim.

 

Os tempos revolviam-se e espumavam como ondas que batem freneticamente na costa.

Os pensamentos também.

 

Decidira afastar-se de tudo o que não presta.

Decidira afastar-se de todos os que não prestam nem lhe dão alegria.

 

Passara demasiado tempo na mentira do superficial, acalentando esperanças vãs de que um dia os ventos correriam a seu sabor.

Foi tudo uma tremendo ilusão, uma penosa ilusão.

 

Hoje, sim talvez apenas hoje tenha coragem para assumir toda essa mixórdia de sentimentos contraditórios, escapatórias e bengalas menos claras, qualquer uma, desde que a amparasse.

Coragem para dizer que não foi ELA durante uns largos tempos.

Coragem para dizer que nem sempre vale a pena esperar por tempos melhores ou por melhores atitudes.

Coragem para se assumir como é.

 

Pena que ninguém a conheça verdadeiramente.

O ter querido ser aquilo que os outros querem de nós, nunca dá resultado.

Não deu, nem dará.

 

Fica a dor, agora adormecida, e o terreno vasto que tem para desravar.

Sem qualquer misericórdia ou compaixão.

 

 


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publicado por anita, em 03.11.11 às 23:43 |  O que é? |  O que é?

Perdido no meio da multidão

Misturou-se

Gente gira e gente feia

Gente com pinta, Gente sem dentes

Gente com uma boca de arrepiar

Não pelo aspecto

Mas pelas barbaridades que delas saem

 

Bocas que cospem vaidades e odios

Bocas que salivam atrocidades

E, no entanto, bem pintadas

Com aparencia decente e bonita.

 

Voltou costas.

O ano representou uma vida

Envelheceu sem notar

Desapegou-se do mais importante

E confundiu-se no meio de gentes

Que nunca lhe disseram absolutamente nada

 

Quis voltar

Pensou que conseguia voltar

Voltou efectivamente

Aquele mundo inóspito

Para ele, naquele momento, era inóspito

 

Há muitos anos não o foi

Muito pelo contrario.

Mas hoje, está afundado no vazio de si próprio.

 

Vazio.

 

 

 


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publicado por anita, em 17.09.11 às 11:25 |  O que é? |  O que é?

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publicado por anita, em 12.09.11 às 10:04 |  O que é? |  O que é?

 

Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência.

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade.

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio.

Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida. .. Isto é um princípio da natureza.

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância.

Solidão é muito mais do que isto.

Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma....

 

Francisco Buarque de Holanda


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publicado por anita, em 07.09.11 às 20:59 |  O que é? |  O que é?

O bom da vida, são por exemplo, as novas actividades que se nos colocam.

Deparamo-nos com surpresas, surpreendemos e surpreendomo-nos a nós próprios com um desempenho acima da média.

Senti-me bem hoje, fui audaz, convincente e profissional.

O elogio foi tão benvindo, ninguém naquela sala o calculou, mas foi o melhor que me poida ter acontecido hoje.

A minha auto-estima elevou-se a um grau de há 10 anos atrás.

Retomei a garra, a vontade, o saber que sei e que sei fazer e que sou boa no que faço.

Retomei as ideias, as conjecturas, os novos projectos, fiz calculos, apresentei valores, fui ágil no gatilho e realcei em mim e para mim, que estou cá:

- Vivo às vezes adormedida pelo torpor estúpido em que nos deixamos envolver, sem saber como, qual casulo, sem forma de sair antes do tempo.

Tudo tem um tempo e do casulo sai sempre uma linda borboleta, mas há que esperar pacientemente que isso aconteça.

 

 

 

Hoje aconteceu-me e precisava tanto disso.

Voei sem asas e não me estatelei nesse chão rude de todos os dias.

Vi em prespectiva, noutro ângulo, e como me fazia falta ver as coisas doutro modo.

 

Um dia rotineiro.

 

Há muitos anos atrás apregoava que não teria jamais uma "vidinha".

Hoje, senti falta dessa vidinha, das suas pequenas rotinas, dos filhos, das roupas, das camas, do jantar.

Será que afinal essa vidinha também nos faz falta?

Será que essa vidinha é enfim a minha vida e dela me desprendi arrogantemente?

 

Estão retomadas as hostilidades diarias.

Vamos ver por quanto tempo.

 

 


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publicado por anita, em 04.09.11 às 20:07 |  O que é? |  O que é?

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publicado por anita, em 02.09.11 às 13:47 |  O que é? |  O que é?

O dia já ía alto, mas como sempre, fazia de tudo para não fazer nada....

Deambulou pela casa, magicou, sentou-se, levantou-se, telefonou, recebeu telefonemas também, que aquele telefone parece de um RP.

 

Depois da sua hora saudável de exercício físico, onde a libertação de endorfinas, só lhe cai bem, volta ao deambular.

 

Nessa viagem pequena entre a sala e o quarto, decidiu que era hora de queimar o que havia ardido em forazes chamas na sua mente.

Procurou acendalhas e ateou o lume.

Para lá botou tudo o que havia escrito ou lido nos últimos tempos.

 

Tudo o que o fez pensar que seria feliz um dia destes.

 

A fogueira adensou-se, linda, cores laranja e amarelo.....

Olhou.

Sem pena.

Sem desdém.

Oco de sentimento.

 

Mais um ciclo, pensou.

Este durou demais e não atingiu jamais o "breakeven" sequer.

 

 


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publicado por anita, em 01.09.11 às 23:25 |  O que é? |  O que é?

 

 

 

Nestes últimos meses, talvez um ano mesmo, tenho feito descobertas espantosas e dignas de registo.

Boas e más, todas fazem parte das nossas entranhas e ossos, alma e tutano.

Fisicamente penosas e prazeirosas;

Emocionalmente um alento ou desilusão para a vida.

 

Começamos com um afastamento de seres. Só por si mau.

As estradas e caminhos demasiadamente compridos para conseguir chegar aquele sítio certeiro....aquele onde todos querem chegar.

Ilusão de uma aventura.

Foco.

Trabalho sem precendentes.

Só trabalho.

 

Terei de falar das redes sociais, claro.

No seu auge, manifestei o que quis e o que não quis.

Desfoquei.

Encontrei gente e reencontrei gente maravilhosa.

Pensei eu que maravilhosa, porque na realidade nunca conhecemos ninguém.

E eu, por defeito, acredito em toda a gente.

 

Verdade custosa de admitir, mas real.

 

Veredas, passeios, sms, telefonemas, encontros, conversas,....

Alguma cumplicidade, mas nada demais.

Sempre uma frieza distante, medrosa e cobarde.

 

Começa, recomeça, começa, recomeça...acaba por ser essa a lei da vida, não?

Sim.

Mas não.

 

Há momentos em que temos de dizer BASTA.

CHEGA!

 

Mundos diferentes, cabeças diferentes, amores, experiências e vivências muito, mas muitíssimo diferentes.

Beautiful Lie.

 

O reflexo, meus amigos, é de pura cobardia com o futuro.

Sim, aquele futuro que enganosamente fingimos não existir, dizendo que vivemos um dia de cada vez.

É mentira. É tudo mentira. Foi tudo mentira.

 

Ninguém vive assim, só os doidos varridos desprovidos de faculdades mentais para almejarem mais qualquer coisita.

Mentira compulsiva.

Desconsideração para com o próximo.

Egoísmo.

Falta de educação.

 

Andamos insanamente perdidos.

E perdidos ficaremos.

Porque afinal, os castelos de areia foram-se com o mar que tanto gosta de olhar.

Aquele que o sol adora na hora de dormir.

 

Sim, querido amigo, a vantagem de todas as experiências na vida de cada um é que o são eternamente e com elas viveremos até ao fim dos nossos dias.

Uns ultrapassam, outros pelos vistos não.

Este foi o meu aprendizado e agradeço tê-lo tido.

Não que não o venha a repetir, mas pelo menos já tenho pontos de referência bem nítidos do que é a indiferença para com uma pessoa.

Do que se pode ser (ou será um "não-ser") para um ser próximo.

Fatal, mas não mortal, que mortal não sabemos a hora.

 

Não me despeço.

A vida encarregar-se-á de mostrar o que tem de ser mostrado e de ditar o que tem de ser vivido.

Sempre pensei assim.

Sempre o pensarei!

 

 "A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade."
Carlos Drummond de Andrade


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publicado por anita, em 31.08.11 às 19:30 |  O que é? |  O que é?

 

 

Vivi uns anitos num país de terceiro mundo na altura, hoje, país emergente, Terras de Vera Cruz, vulgo Brasil.

Um pais pautado por grandes desiquilibrios sociais entre outros, mas estes mais evidentes aos nossos olhos de europeus.

Entre muitas diferenças encontradas, desde o estilo de vida, as casas, os empregados para tudo ao preço da chuva, todos os prédios com garagem para 2 carros cada apartamento, todas as moradas com nome de um bairro, domingos sem se trabalhar, venda de jornais por ardinas nos semáforos (Zero!!!! Sim "Zero Hora" é um dos principaqis jornais de Porto Alegre, Rio Grande do Sul - http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=capa_online), panóplia de diferentes gastronomias ao virar de cada esquina, só a bica é que era uma desgraça, mas mesmo assim habituei-me, que remédio.

E por falar em remédios, a UNIDOSE. Pois bem, muito me admirei com cestinhos de aspirinas vendidas à unidade, bem como outra infinidade de medicamentos vendidos assim. "Claro"! Pessoas com salários míninos, para nós Impossíveis, teriam de ter acesso à saúde de qualquer maneira.

 

De facto, sou incondicionalmente apologista pelas unidoses.

 

Quanto tempo ficamos com uma caixa de aspirinas em casa? 1 mês? 6 meses? 1 ano?

Saindo do campo da medicina, quantas vezes os nossos filhos bebem uma lata de 200 ml de sumo até ao fim? Quanto tempo demora uma garrafa de azeite a ser consumida? e de Sal? E de Açucar? E as bolachas...quantas vezes amoleceram na despensa por não serem consumidas atempadamente? Há mesmo necessidade de comprar 3kg de batatas de uma vez? packs de 6 de iogurtes? Nunca expirou nenhum prazo? 1 litro de gel duche?

 

Será que embalagens mais pequenas não teriam o mesmo efeito?

Não dariam para um mês?

 

Sempre que bebo um café, coloco apenas 1/4 do pacote de açucar, mas abro-o e claro, que apesar de deixar no cestinho, ninguém vai pegar nele, pelo que irá certamente para o lixo. E fazer pacotinhos de açucar de 3 ou 5 gramas?

 

UNISODES OU EMBALAGENS MAIS PEQUENAS - O Preço de Venda diminui!

 

O que pretendo defender com este texto, é que existem aqui duas situações a ponderar:

 

1. As empresas produtoras e os retalhistas têm aqui uma oportunidade de negócio com a crise, pois vão continuar a democratizar o acesso de todos os consumidores aos bens essenciais. Haverá algum custo de investimento em novas embalagens? Talvez nem tanto com a produção oriental;

E mais vale vender uma unidade a cada 100 consumidores do que 100 unidades a 1 consumidor!

2. Os consumidores conseguirão continuar a comprar os mesmos produtos, optimizar a sua utilização e ao mesmo tempo poupar mensalmente um determinado valor, que só analisando um cabaz mensal se poderia atirar com um valor para cima da mesa.

 

Muitas vezes, não é o poupar que está em causa, mas sim o não desperdiçar recursos ou bens - esta é a verdadeira poupança!

 


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