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publicado por anita, em 04.02.11 às 18:49link do post |  O que é? |  O que é? | favorito

Terminei de ler o livro "Irracional" de Ori Brafman e Rom Brafman.

Fundamentalmente, é um livro que nos alerta de uma forma estruturada, como funciona a nossa mente na hora de tomar alguma atitude ou decisão. E, apesar de nos considerarmos seres inteligentes, tomamos muitas atitudes improváveis e ilógicas aos olhos de terceiros.

Vamos saber porquê.

 

"Quando se formam dunas de areia subaquáticas perto da costa, estas actuam como barragens, impedindo a água de voltar para o mar. A pressão cresce, acabando por desfazer a duna e criando uma corrente cruzada quando a àgua chega à praia. Quem tiver o azar de estar no percurso da corrente cruzada será arrastado para longe da praia.

A reacção natural, evidentemente, é tentar nada contra a corrente, de volta à praia. Mas mesmo os melhores nadadores nada podem contra a força da corrente. Como qualquer nadador-salvador sabe, a melhor maneira de escapar à força da corrente cruzada é nada paralelamente à costa até escapar ao percurso da corrente.

Do mesmo modo, quando se trata de correntes subterrâneas psicológicas, a melhor maneira de contrariá-las não será necessáriamente seguir os nossos instintos naturais. É por isso que evitar essas forças invisíveis é um desafio tão grande - às vezes começam por ser os nossos instintos a desviar-nos.

Podemos usar certos antídotos para evitarmos ser levados por estas corrente. A busca de um modo de ultrapassar a nossa aversão irracional à perda - e esta é a 1ª razão - leva os autores a uma pequena história que nos pode ajudar a ultrapassar esta aversão: "Suponhamos que vamos fazer uma longa viagem e temos um furo no pneu. Depois de trocar o pneu, temos duas alternativas: podemos procurar atalhos para compensar o tempo perdido e reorganizar completamente a viagem, ou podemos continuar pelo mesmo caminho e aceitar o atraso. Neste último método a longo prazo, podemos atrasar-nos um pouco, mas sabemos para onde vamos. Por outro lado, reorganizar a viagem de improviso pode fazer com que nos percamos completamente.

 

Isto é, quando as coisas correm mal, podemos utilizar uma solução de penso rápido, a curto prazo, ou lembrarmo-nos que no cômputo geral se trata apenas de um passo em falso. Ter um plano de longo prazo - e não o descartar - é a chave para lidar com o medo da perda.

 

Se olhar para o futuro a longo prazo é a forma de evitar decisões erradas que possam resultar na aversão à perda, pôr uns óculos zen budistas e aprender a ultrapassar o passado é o antítodo para não nos deixarmos levar pelo compromisso - 2º momento - essa força que nos impede de desistir de um projecto mesmo quando está na cara que se trata de um projecto fracassado. Há uma altura em que temos de aceitar que o que está feito está feito, e que é melhor mudar de direcção do que enterrarmo-nos ainda mais.

 

Em 3º lugar, surge a Atribuição de Valor.

A melhor estratégia para lidar com o pensamento distorcido que pode resultar da atribuição de valor é prestar atenção e observar as coisas pelo que são, e não apenas pelo que parecem ser. Temos de estar preparados para aceitar as nossas impressões iniciais podem estar erradas.

A simples aceitação de que fazemos julgamentos baseados em assumpções sobre o valor de uma pessoa ou situação pode libertar-nos deste desvio.

 

Através da "teoria dos componentes pessoais", Franz Epting, sugere que podemos vencer a nossa tendência para sucumbir a um Diagnóstico Preconceituoso - a 4ª situação que nos leva a tomar decisões irracionais. Um dos principios fundamentais desta teoria é que cometemos erros de diagnóstico quando reduzimos o campo de possibilidades e nos fixamos numa interpretação única da situação ou pessoa. Por exemplo, julgar uma pessoa pela forma de vestir. (Sempre achei decrépito, falarem-me de um modo quando estou de fato e salto alto e falarem-me de outro, quando estou de jeans e ténis.) Estes julgamentos prévios, podem liquidar uma avaliação mais subtil. Reduzem as nossas percepções e podemos ser desviados por um diagnóstico precipitado. Portanto, esta teoria ensina-nos que devemos manter-nos flexíveis e examinar as coisas de prespectivas diferentes. Ver as avaliações como provisórias, aprender a estar à vontade com informações complexas e por vezes contraditórias, demorar o tempo que for preciso e considerar as coisas de ângulos diferentes, antes de chegar a uma conclusão."

 

Revemo-nos neste texto?

Creio que quase todos nós revemos aqui algumas situações pessoais ou profissionais que nos aconteceram ou estão a acontecer.

 

O importante é não sucumbir às manobras emocionais.....

Penso que são estas as grandes causadoras da irracionalidade, da loucura e dos devaneios constantes da humanidade. 

 


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