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publicado por anita, em 26.07.11 às 23:30link do post |  O que é? |  O que é? | favorito

Um livro surpreendente, uma leitura leve...diría de Verão.

Realço duas passagens que me tocaram de sobremaneira.

 

" A maior parte do tempo, porém, o que nós partilhamos era o silêncio. E isso eu aprendi contigo, porque não sabia. Para mim, o silêncio era sinal de distância, de mal-estar, de desentendimento. Ao principio, quando ficávamos calados muito tempo, eu sentia-me inquieta, desconfortável, e começava a falar só para afastar esse anjo mau que estava a passar entre nós.

Um dia tu disseste-me:

- Cláudia, não precisas de falar só porque vamos calados. A coisa mais difícil e mais bonita de partilhar entre duas pessoas é o silêncio."

 

 

"Hoje já ninguém vai ao nosso deserto, Cláudia."..."A razão principal é que já não há muita gente que tenha tempo a perder com o deserto. Não sabem para que serve.....viajam antes para onde toda a gente vai e todos se encontram.....Todos têm horror do silêncio e da solidão e vivem a bombardear-se de telefonemas, mensagens escritas, mails e contactos no facebook e nas redes sociais da net, onde se oferecem como amigos a gente que nunca viram na vida. Em vez do silêncio, falam sem cessar; em vez de se encontrarem, contactam-se, para não perder tempo; em vez de se descobrirem, expõem-se logo por inteiro: fotografias deles e dos.......E todos são bonitos, jovens, divertidos, "leves", disponíveis, sensíveis e interessantes. E por isso é que vivem esta estranha vida: porque muito embora julguem poder ter o mundo aos seus pés, não aguentam nem um dia de solidão. Eis porque já não há ninguém para atravessar o deserto. Ninguém é capaz de enfrentar toda aquela solidão."

 

 

 

 


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