idéias soltas
Quinhones
Idéias, Memórias, Frases, Textos
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publicado por anita, em 26.10.09 às 22:37link do post | favorito

a vida é feita de estórias, grandes, pequenas, com ou sem interesse.

Quando tinha 18/20 anos, pensava que iría ser uma executiva de sucesso fria e calculista, com pouco tempo para os filhos e com uma cozinha género americana (nem sei porque me lembro disto....). Passados alguns anos, poucos é certo, todos os sonhos de conquistas e realizações, outrora tão longe e tão possíveis, são hoje uma breve lembrança sem esperança de ser concretizados.

A auto motivação para viver um dia de cada vez e sempre de bem com a vida, é um exercício diário e muitas vezes uma batalha perdida - as pessoas andam loucas, gritam, buzinam, não respeitam, são indiferentes, são frias, não querem saber.

Estou na contra corrente.

Sou aquele ventinho danado que sopra de Norte e cria tempestades;

Não pertenço aqui.

E tenho a certeza que feitas as contas, estamos com saldo negativo - este jogo já acabou há muito, mas alguém se esqueceu de dar o apito final.

Alguém chama o árbitro, por favor?


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publicado por anita, em 08.10.09 às 17:27link do post | favorito

Tudo terá um fim, um propósito.

Terá a morte um fim em si própria?

Estará a natureza estruturada para que nasçamos e morramos com o intuito de desenvolvermos a espécie, intelectual e fisicamente?

Não sei, mas deve ser algo parecido.

O que é certo é que é sempre penoso ver um ente querido esvair-se e morrer.

 

Hoje, tive de estar presente no adeus a uma dessas pessoas.

Foi triste. É sempre triste ver os demais, tristes e impotentes em reverter a situação.

PORQUÊ? Deve ser a palavra mais pensada naqueles momentos. E a resposta consoladora, reconfortante não virá jamais.

É a resignação absoluta.

Apatia Total.

 

As pás ouviam-se golpear a terra como lâminas afiadas, atirando gordos torrões de terra para a própria terra. O som era surdo e tudo era quietude.

Olhava absorta.

E só me vinham dois pensamento à cabeça: - Não somos p... nenhuma; e uma frase que está escrita à entrada de um cemitério com uma caveira, creio que na Golegã: "Tu que olhas para mim, já fui como tu, serás como eu."

Não há volta a dar.


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publicado por anita, em 07.10.09 às 16:06link do post | favorito

Foi ontem esse dia. Começou às 4.32H.

Pelas 5.15H já estava na estrada, na minha bela A5....sem trânsito, quase sem carros, aliás contei 10 nas duas vias até à portagem de Carcavelos. Rumo a Alverca, acompanhou-me a música dos Xutos "Homem do Leme" em altos berros!!!! Foi uma motivação fantástica e senti-me muito bem. O dia decorreu entre PDA´s, contagens, atendimento, apuramento de resultados e trabalho de equipa. De novo na estrada, desta feita na CREL, ouvindo a M80, lá apareceram os Xutos outra vez, invadindo o espaço do meu carro e arredores com a música Que saudades que eu já tinha da minha alegre casinha........E cheguei a casa.


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publicado por anita, em 04.10.09 às 15:03link do post | favorito

Ouvi estupefacta uma notícia acerca da inauguração da nova autoestrada que liga a A5 à CREL e outras vias. Então não é que, já que o tráfego da A5 vai diminuir com esta nova via, vão aumentar a portagem nesta mesma A5?

Se a moda pega, quando abrir um novo supermercado no meu bairro, o mais certo é o preço do frango e das batatas aumentar na mercearia!

Será que não é ao contrário? Se querem mais fluxo, devem diminuir os preços, criar atractivos para que se escolha aquela estrada e não outra. Criar parcerias.

Digna de Fernando Pessa: "E esta, heim?"


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publicado por anita, em 04.10.09 às 14:50link do post | favorito

Há dois dias atrás recebi uma sms dizendo que o artigo que tinha para reparação já se encontrava disponível na loja. Ora, pensei logo, que rapidez!!!!!

Bom, chegando à loja e achando estranho não me terem ligado avisando do orçamento, indaguei sobre essa questão, ao que me responderam:

- Está aqui no computador que lhe ligaram!

Calei-me, pois mais um pouco e levava um tautau....

Bom, mas ou estava louca ou ninguém me tinha ligado. E a resposta não tardou.

- A sua máquina não foi arranjada por ser economicamente inviável! Exclamou a funcionária com ar decidido e de uma evidência claríssima para ela.

- Economicamente inviável??! Mas quem é que decidiu isso?

A resposta foi pronta: -Eles.

Mas quem são "eles" para decidirem o que quer que seja acerca da minha máquina ou das minhas finanças pessoais?

Ela, encolheu os ombros e entregou-me a minha máquina fotográfica sem mais palavras.

Ora, "eles" deixaram um cliente insatisfeito; "Eles" não perguntaram nada e decidiram unilateralmente; "Eles" olharam apenas para o seu umbigo.

Esses ELES da vida são um entrave ao crescimento de qualquer sociedade, pois não se dão ao trabalho de escutar o seu interlocutor e aí sim, tomar uma decisão conjunta.


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publicado por anita, em 04.10.09 às 14:39link do post | favorito

Aldeia cujo nome mudou de Paio de Pele nos idos anos 20 do século passado, para o actual - PRAIA DO RIBATEJO.

Porquê este nome? Não sei muito bem, mas terá a ver com o imenso areal que vê passar ambos os rios Zêzere e Tejo. Na década de 80 era uma praia fluvial muitissimo frequentada pela população local e pelas dezenas ou centenas de militares que ali faziam a recruta. Estou a falar da Escola Prática de Engenheiria, Paraquedistas e Força Aérea - Base nº 3.

Fica perto de Constância e a 2 passos do Castelo de Almourol.

Para quem gosta de caminhadas e pescarias ou simplesmente de descanso, é o ideal.

O café Estrela é o centro da terra, que igualmente tem estação ferroviária e pelo menos dois albergues - o 19 e o prédio da policlinica. A igreja matriz fica em frente a um palacete cor de rosa - A Coruja. Actualmente é habitada por crianças carenciadas.

A Galiana é, ou melhor, foi lugar de lavadeiras e até hoje os tanques permanecem no local debaixo de um telhado de zinco.

O Chico é o restaurante de beira de estrada mais afamado da terra e não esqueçamos o Pereira, o Zig Zag, o café do armando, o café do lima, o Delícias e o café do Bruno Santos - deve ser a aldeia com mais cafés por m2.

De resto, todos os serviços considerados básicos, existem nesta pequena terra, inclusivamente uma biblioteca pública e uma farmácia

 

Foi a madeira que a fez crescer nos finais do séc XIX, já que se produziam os derivados nas serrações perto da estação. Ainda hoje se podem ver as "ruínas" destes edifícios, muitos deles, embora vandalizados, têm no seu interior maquinaria daquele tempo.

 

A minha avó, Elisa Alves e o meu pai, José Santos muitas vezes me explicaram o processo da vinda e recolha dos trocos de madeira até às máquinas: os troncos vinham rio Tejo abaixo e eram apanhados com grandes redes nas margens da Praia do Ribatejo. As famílias dententoras destas empresas eram os Vieira da Cruz e os Cruz, comunmente apelidados de "Cruzes".

 

Uma das coisas mais agradáveis desta minha terra é que se cumprimentam todas as pessoas ao passar por elas, quer as conheçamos quer não. Um desafio às pessoas das grandes cidades, que quando dizemos "Bom Dia" no autocarro ou no ginásio, ficam a olhar para nós com aquele ar - "conheço?"; "estará louca?"; "vai pedir qualquer coisa..."

Não, não, não, é só uma questão de educação e simpatia, nada de mais.

 


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publicado por anita, em 04.10.09 às 14:30link do post | favorito

Quem não se lembra do Café Capitulo?

Aquele pequeno café ao lado de um stand de automóveis e com um exíguo parque de estacionamento em frente?

Ora é aí mesmo que começará o encontro dos antigos alunos da ex - ESTT do ano 1985 até aos anos 90 e tal......no dia 17 de Outubro pelas 12H.

O que interessa é vires bem disposto.

As histórias estão garantidas!!


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