idéias soltas
Quinhones
Idéias, Memórias, Frases, Textos
comentar
publicado por anita, em 20.11.09 às 11:17link do post | favorito

Noutro dia (cada vez que escrevo esta palavra "noutro" lembro-me do André Pedro que teimou até á última que esta palavra não existia.....vê André, cá nada ela outra vez, ), bom mas estava eu a escrever que há alguns dias atrás senti-me profundamente comovida com uma situação que é cada vez mais comum nas ruas das nossas terras. 

Um amigo meu estava a fumar um cigarro depois do seu repasto matinal e vê um rapaz a andar muito devagar, com gorro na cabeça, meias azúis escuras, chinelos de piscina e o fundo de uma garrafa de plástico na mão com algumas moedas, na sua direcção.

O rapaz, (devia ter uns 20 anos?), andou na sua direcção e murmurou algo; o meu amigo ofereceu-lhe um cigarro, mas ele disse que não - "Quero leite", retorquiu;

Estremeci.

Entreolhamo-nos e de imediato, sem falarmos um com o outro convidamos esse rapaz a entrar na pastelaria. A sua reacção foi de surpresa e hesitou entrar num estabelecimento quente e aconchegante como aquele. Após alguns segundos, entrou, meio atordoado e sem saber como agir. Ao balcão, ficou a beber a sua meia de leite com um pãozinho.

Estava com fome. Não estava a fingir que queria dinheiro para droga, cigarros ou qualquer outra coisa - estava com fome.

Ao longe ouvia-se uma música cujo som entoava as primeiras notas natalícias e eu só pensei - como é possível deixarmo-nos levar por pequenos arrufos do dia a dia, dizermos que somos infelizes, que nunca somos ou temos nada, quando há gente ao nosso lado a passar fome?

Quando me virei novamente para ver onde estava o rapaz, já não o vi.

Onde estará agora?

 


comentar
publicado por anita, em 20.11.09 às 11:02link do post | favorito

Lembro-me de começar a ser Anita, quando tinha os meus 5/6 anos - a família e os amigos tratavam-me pelo nome da personagem dos livros de BD que eu tanto adorava. Havia no entanto uma tia minha que sempre me chamou, até hoje, Ana Maria.

Anocas é o nome que alguns dos meus amigos mais chegados me chamam e também os meus pais.

Quando fui para a universidade, comecei a ser Ana Santos e quando participei num concurso/jogo Gestão inter universidades no Hotel Meridien, também era conhecida por esse nome. Na Avis continuei a ser Ana Santos, mas já dava uns toques no Quinhones, que o meu chefe de Estação Carlos Barros, adorava.

Na Sonae, comecei com o Santos, mas de repende alguém preferiu chamar-me Ana Quinhones e assim continuou durante anos. Quando casei, achei por bem ser Ana Quinhones Loureiro, mas como o Quinhones é difícil de entender/escrever à primeira, muitos tentaram usar o Loureiro. Sem sucesso, ninguém me ligava a esse nome.

Fui mãe e deixei de ter nome, passaram a chamar-me Mãe: nos colégios, no médico, enfim foi uma fase que descaracterizou todo o meu ser........

As crianças cresceram e o meu nome voltou a mim: Ana Quinhones.

Apenas Quinhones para os colegas de profissão.

Mas é bom chegar a casa de algumas amigas de infância e tornar a ouvir "Olá Anita".

Há coisas que nunca mudam, estejamos onde quer que seja!

 


mais sobre mim
Novembro 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
13
14

16
17
18
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30


pesquisar
 
blogs SAPO
subscrever feeds