idéias soltas
Quinhones
Idéias, Memórias, Frases, Textos
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publicado por anita, em 31.12.09 às 00:00link do post | favorito

Já li bastantes livros, mas talvez nem tantos como deveria. Há poucos anos conclui que ler não só nos cultiva a alma como também nos faz ver a vida noutra prespectiva, saindo do quadrado. Para além disso, ficamos conhecedores de temas que normalmente não falamos com amigos.

Um dia destes li "A Porta" e fiquei fã. Lê-se bem e é quase banal....afinal, não são as vidas banais, feitas de coisas banais?

Dá-se muita importancia ao trivial, ao aspecto, à forma...eu própria o faço.

Estaremos impelidos por alguma força oculta para isso?

Ou simplesmente o Homem se encarregou de nos impingir esse fardo?

A sociedade tal como é hoje não nos conduz a quase nada: parecemos folhinhas num lago ao sabor da corrente. Quando uma folhinha teima em não ir pela correnteza abaixo, o alarde é geral e os dedinhos espetados para a folha são inúmeros. Ela esforça-se por seguir outro rumo, mas os dedinhos atiram-lhe pedras, areia.....

Vai abaixo, vem á tona e o esforço continua.

Se vence, é uma heroína.

Se perde, "estava-se mesmo a ver que não conseguia".

A sociedade está permanentemente á espera das falhas para apontá-las.

Mas é ao contrário - devemos enaltecer as vitórias, os sucessos e ajudar quem quer sair da fileirinha de carneiros.


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publicado por anita, em 29.12.09 às 19:57link do post | favorito

Quero escrever

Mas não sai nada

Quero viver

Mas vivo resguardada

 

Parece que a chuva que cai

Vem de longe e sem tréguas

Molha a terra, vem e vai

Como pequenas pérolas

 

Hoje li textos de tristeza

Lágrimas e mágoa no peito

Donde surgiu essa frieza

Para escrever com tal despeito?

 

Quedo-me aqui

Só e sozinha

Esperando por ti

Longe da cozinha

 

De bons temperos gosto

De queijos na tábua também,

Vinhos tintos e mosto

São prazeres que a vida tem

 

Estas quadras à desgarrada

Começam a não fazer sentido

É melhor não ficar agarrada

A vida que tenho vivido

 

 

 


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publicado por anita, em 18.12.09 às 22:10link do post | favorito

Foi por amor que te conheci

E por amor não te vi

Por amor te desprezei

mas por amor te abracei

 

Por amor, abrandei

E por amor lutei

Foi por amor que fugi

e por amor voltei

 

Por amor não te amei

E por amor casei

Foi por amor que os amei

E por amor os soltei

 

Foi por amor que esqueci

E foi por amor que me lembrei

Por amor esperei

E por amor padeci

 

Por amor aqui estarei

E por amor cederei

Foi por amor que estremeci

E por amor esperarei!

 

 

 

 


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publicado por anita, em 11.12.09 às 21:44link do post | favorito

É aquele estado de alma que já não se usa: quente, arrepiante, profundo, jovial, solto.

Parece que saltita à nossa frente como um gafanhoto, por cima das pequenas flores campestres. E sentimo-nos bem, descontraídos e despidos de qualquer contenção e de qualquer conceito - tudo flui naturalmente, como uma primeira vez.

Todas as acções e palavras se entrelaçam como verdadeiros mecanismos de roldanas ponteagudas, muito bem lubrificadas e com encaixe perfeito.

"Le quedaria un poquito más...."

 


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