idéias soltas
Quinhones
Idéias, Memórias, Frases, Textos
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publicado por anita, em 23.05.10 às 23:15link do post | favorito

Contemplo qualquer coisa lá fora e fixo o olhar, como se de um diamante se tratasse.

Não o estou a ver, vejo antes outras imagens distantes e confusas, tal e qual um filme mudo.

As personagens não falam, mas riem, choram, zangam-se andam para trás e para a frente.

Entendemos tudo e não os ouvimos.

Estou noutro mundo.

Naquele onde não poderei estar, mas queria tanto.

Naquele em que tudo está bem...

No mundo da Lua, dirão.

A frase é adequada e não está longe da verdade, mas este meu mundo é mais o mundo da fantasia, onde tudo acaba bem.

Mais ou menos um filme de desenhos animados.

Não enfrento as desilusões diarias com o mundo, zango-me, choro e escondo-me atrás de livros.

Leio até se me esgotarem as forças. Entro na história e sou o personagem principal.

Viajo totalmente pelos vários palcos dessas histórias que apesar de poderem ter um final triste, são histórias.

A vida real é demasiado penosa aos meus olhos.

Não a minha, que até me considero abençoada com tudo o que me rodeia, mas não suporto ver tragédias humanitárias, tiranias e governos corruptos que prejudicam os seus povos.

Crianças a passar fome e sede?

Estaremos mesmo no século XXI?

Poderemos continuar a sorrir, enquanto uma criança morre subnutrida?

Desigualdades existem e perdurarão. Mas todos sem excepção deveriam ter água e alimento diário.

Este texto leva-nos longe em discussões históricas de sobrevivência tribal, conquistas por guerras, o mais forte pelo mais fraco.

Resume-se a nossa criação a este dia a dia de notícias angustiantes?

Somos assim tão egoístas?

Mais vale ler o Tio Patinhas.

 


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publicado por anita, em 23.05.10 às 14:09link do post | favorito

Djavan canta e encanta com a sua voz e particularmente com as suas letras.

O vento e as nuvens voltaram, pesarosas, cinzentas e húmidas....perto do mar cai uma leve maresia e o cheiro que paira no ar é acolhedor, apesar de frio. Dá vontade de ir ter com os amigos e conversar ou agarrar nos filhos e aninhá-los, ver um filme e comer pipocas. Salgadas.

Já tiveram a sensação de que o vosso discurso, numa conversa banal, é entendido duma maneira que em nada tem a ver com o que pretendem transmitir?

As metáforas, as analogias, os adjectivos, tudo o que é dito, resvala noutra direcção.

Torna-se um diálogo auto-comandado, ganha pernas e desata a dizer coisas que nem se pensou em falar e que não têm nada a ver com a ideia inicial.

A mim acontece-me quando estou insegura ou quando não quero desiludir o meu interlocutor. Tento sempre agarrar no que é dito e tirar algum sumo, para que não se sinta mal....às vezes abandono mesmo as minhas ideias, vontades, em prol do outro.

Neste preciso momento, já estou eu a contornar a conversa....não queria dizer nada disto.

E tenho a certeza que quem ler isto vai entender tudo errado.

Que grande confusão.

.......

O que eu quero dizer mesmo, é que ás vezes quero dizer uma determinada coisa e, tanto rodeio com analogias e metáforas, que acabo por levar a conversa noutra direcção.

E fico parva com a destreza com que a conversa é alimentada nessa outra direcção.

E fico fula comigo mesmo porque não digo aquilo que quero.

Por isso, é ouvir uma boa música com uma boa letra e interpretá-la cada um á sua maneira.

Usar da subjectividade de cada um.


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