idéias soltas
Quinhones
Idéias, Memórias, Frases, Textos
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publicado por anita, em 30.10.10 às 23:31link do post | favorito

A minha cunhada Teresa, que não foi Guilherme, tem uma fazenda de café,...ou de cacau, lá para Ilhéus, na Bahia.

Estive lá há uns anos, quando queimei os pés com o forte sol daquelas terras vermelhas, a caminhar numa praia sem fim com o sol pelas costas.

As paisagens são deslumbrantes e para passar para a fazenda tivemos de passar por um rio com Siris, um género de caranguejos.

 

Tive a oportunidade de ver o cacau (sim, é cacau e não café) a secar num telhado com uma estrutura móvel, afim de o tapar ou colocar ao sol, conforme a altura do ano.

O cacau é branco e só a minha cunhada me deu a conhecer os deliciosos batidos de cacau com leite.

Teresa, se eu estivesse aí contigo, já tinha mais uns quilinhos.....

 

 

Sempre gostei de café.

O meu pai ensinou-me a saboreá-lo e a tomá-lo sem açucar.

A minha avó Elisa fazia refresco de café com grossas rodelas de limão e gelo.

Muitos são os pretextos para tomar um café, e todos, sem excepção, agradáveis para quem ama este acto.

Pensem bem: podemos tomar café para acordar, depois da refeição, para conviver com os amigos, para não adormecer, enfim há inumeras razões para o fazer.

Das melhores são tomar um café enquanto estamos a ler o Expresso ou o I, num sábado solarento, mas não muito quente, no Café Estrela ou na Guia. Ou então com uma boa companhia, em que o café embora pareça ficar para segundo plano, não se bebe, vai-se bebericando lentamente, o que o torna muito mais saboroso.

 

 

 

 

                      Para ficar perfeito, beba com natas!

 


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publicado por anita, em 26.10.10 às 14:43link do post | favorito
 
G.I. Jane é o nome deste filme.
Coloquei-o pela cena do chuveiro - aquela água quente no pescoço e nas costas, são um verdadeiro calmante pelas suas funções tactéis - a força do jacto - e terapeuticas - a água quente.
Agem como calmantes naturais no corpo e consegue-se relaxar melhor.
Há outros calmantes: os psicológicos.
Por via do desporto, da música, da leitura ou de um hobby, conseguimos colocar de lado o stress.
Cada vez mais sou adepta destes anti-stress.
Mas anti, anti-stress, são aquelas pessoas que nos transmitem a calma de uma forma indelével, quase imperceptível e nos colocam no limbo sem nos apercebermos. Basta ouvir a sua voz suave, olhar os seus modos tranquilos e esquecemos qualquer tipo de stress.
Tudo parece mais fácil e tudo se torna mais fácil.
Tenho tido a Boa Sorte de me cruzar com pessoas assim ultimamente.

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publicado por anita, em 24.10.10 às 17:50link do post | favorito

"If I write here, You´ll read it sooner or later."

 

Ora vamos lá dissecar um bocadinho acerca dos "if´s" na nossa vida.

O if ou o se utilizam-se para tudo:

                           - Linguagem informática;

                           - Fórmulas matemáticas;

                           - Lógica;

                           - Comportamentos;

                           - Etc

Peguemos nos comportamentos humanos.

Para tudo o ser humano utiliza um se, como que para lhe dar algum tempo para decidir algo e/ou tomar alguma atitude.

Esquivamo-nos a algo sempre com a desculpa "Ah...mas se.....eu até faria.....".

Por outro lado, o se também nos dá a certeza de que algo virá a acontecer. Por exemplo: Se eu não escrever aqui, ninguém lerá aqui.

Verdade de La Palisse.

Os Se´s são como os impermeáveis, não lhes toca nada.

Parece que ficam sempre de parte à espera de ver o que irá acontecer.

 

Mais do que se´s, a vida tem de ter paixão, empreendedorismo e acção.

Muitas vezes, o se, tem de vir depois da acção. Não numa tónica de reacção, antes como um invenstimento, a tal pró-actividade de que tanto se fala. O se, acaba por ser um entrave a muito por ser vivido e desenvolvido.

Os grandes inventores dos séculos passados concerteza que não pararam muito para pensar, se isto ou se aquilo.

Simplesmente desenvolveram as suas ideias e avançaram. Com muitos erros, mas descobriram algo a que ninguém se atreveu.

 

Pois bem, os se´s existem e existirão sempre.

Para mim, está na hora de os colocar de lado e atrever-me.


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publicado por anita, em 22.10.10 às 23:00link do post | favorito

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publicado por anita, em 22.10.10 às 21:24link do post | favorito

A conversa divergiu rapidamente da Casa dos Segredos para os Morangos com Açucar e fiquei atónita....

Há mesmo malta que vê afincadamente estes programas da treta em prime time.

Retrato de um país sem muito que fazer?

Adiante, a conversa lá continuou mas abstive-me de mais comentários, já que era a única que não seguia atentamente aquelas duas pseudo qualquer coisa, que nem nome tenho para lhes dar.

 

Retomei o dia anterior.

Diferente na forma e no conteúdo. Melhor.

O vento tinha sumido como se dissesse "O dia hoje é teu!"

"Disfruta do momento!"

Assim fiz.

Sem qualquer muro, sem qualquer máscara.

Sendo unicamente.

Aquele sol morno soube bem e nem mesmo a água parecia assim tão gelada como de costume.

Estaria no Outono ou estaria a sonhar?

A sonhar concerteza.

 

Dormitei e acordei sem saber muito bem onde estava.

Como um gato dengoso, esperguicei-me e estiquei todos os meus músculos e ossos....sabe tão bem!

Cruzei as pernas "à chinês" e agarrei nos pés....

 

Grãozinhos dourados cintilam na luz e espalham-se harmoniosamente quando lhes toco.

Afinal não sonhei!


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publicado por anita, em 15.10.10 às 20:24link do post | favorito

O meu pai era filatelista.

Naturalmente tinha selos de borla e escrever aos amigos era fácil.

Nas férias grandes do Verão, os meus amigos e eu, mantinhamos contacto uns com os outros, não por telefone ou telemóvel, nem sequer por redes sociais, mas por carta ou postal.

E com selo!

Sim, selo, daqueles com cerrilha cujo denteado declara ser um valioso ou curriqueiro selo.

Todos os anos íamos de férias para fora da Capital e o mais giro de tudo era escrever ás amigas contando o que tinhamos feito no fim de semana, quem tinhamos conhecido...chegavamos mesmo a enviar pequenos objectos nas cartas, provas do que diziamos ou apenas uma lembrança do local.

Giro também, era esperarmos pelas respostas e novidades dos lugares onde estavam, imaginando isto e aquilo.

As cartas eram enormes, sempre muitas páginas, com desenhos, perfumes e de todas as cores.

Tenho-as todas.

Toda a correspondência que recebo, guardo-a.

E releio-a sempre que me sinto triste.

E releio-a sempre que me quero sentir bem.

 

Hoje recebo sms.

Ora, considero-me uma pessoa inovadora e que gosta de inovações.

Também envio sms.

Mas perdeu-se qualquer coisa nesta evolução tecnológica, não sei bem o quê.

Ao revés, também se ganhou muito, principalmente a velocidade com que os acontecimentos se percipitam... ou não.

As notícias voam á velocidade da luz, boas, más, terríveis, óptimas!

A informação é a verdadeira rainha desta década - todos sabem tudo, ou pelo menos julgam saber.

 

Nas cartas a escrita é mais demorada e pensada, sem "kero", "LOL", "yep", e outras abreviaturas.

Nas cartas o mastigar do pensamento é maior, mais ponderado, mais sentido.

Claro que também há lugar para a impulsividade: escrever o que nos dá na gana, chamar nomes dos feios ou declarar-se apaixonado.

Mas a grande vantagem é que as podemos reler e, das duas uma:

Lamber o selo e colá-lo!;

Ou rasgá-la definitivamente.

 

Já com a sms, se és impulsivo, esquece, quando deres por ela, uma das operadoras telefónicas móveis em Portugal, já te enviou aquilo que não querias dizer.

Por outro lado, estas operadoras também enviam aquilo que queres dizer realmente, só que mais cedo!

 

Apesar de tudo, no Natal, continuo a enviar postais com selo aos meus amigos.

A frase é sempre a mesma: "Como é que tens paciência?"

Respondo para não os desiludir -

 

"Fiquei sem bateria!"


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publicado por anita, em 04.10.10 às 18:44link do post | favorito

O Valioso Tempo dos Maduros

 

"Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro. Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.

As primeiras ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço. 
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.

Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.

Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares talentos e sorte. 
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. 
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas. 
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário-geral do coral. 
As pessoas não debatem conteúdos, apenas rótulos. 
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa... 
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade. 
Quero caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, 
O essencial faz a vida valer a pena. E para mim, basta o essencial!"
  
                                     Mário de Andrade (1893-1945)


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publicado por anita, em 04.10.10 às 13:57link do post | favorito

A expectativa era quase incomportável, tamanha era a alegria de ali estar.

Foi lindo, colorido, intenso e sonoro....principalmente musical e ritmado.

Aquela banda é fantástica!

O sonho tinha-se concretizado, tal como há 6 meses havia previsto, mas não do modo que pretendia.

Fez-se á estrada e no seu rosto rolaram grossas e salgadas gotas de água, imparáveis pela face abaixo.

Pela janela viam-se aquelas nuvens - cirros, estratos, nimbos e cumulos - e lembrou-se de jogar ao jogo das imagens que via nas nuvens - como sempre, e exaltando toda a sua infantilidade e fragilidade, só consegue ver ursos de peluche, cães fofinhos, um ovni e muitas farófias como em casa da D. Odete...acho que naquele momento até exalou o perfume adocicado desse "postre" delicioso.

A estrada parecia nunca mais acabar, tal como um pesadelo em que queremos acordar, mas não conseguimos.

Por fim chegou ao destino.

Apesar de tudo, obrigada U2!

Só por vós, valeu a pena!

Alguém me dizia - "adorei o concerto!"

Respondi:

M2!

 

 


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