idéias soltas
Quinhones
Idéias, Memórias, Frases, Textos
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publicado por anita, em 26.07.11 às 23:30link do post | favorito

Um livro surpreendente, uma leitura leve...diría de Verão.

Realço duas passagens que me tocaram de sobremaneira.

 

" A maior parte do tempo, porém, o que nós partilhamos era o silêncio. E isso eu aprendi contigo, porque não sabia. Para mim, o silêncio era sinal de distância, de mal-estar, de desentendimento. Ao principio, quando ficávamos calados muito tempo, eu sentia-me inquieta, desconfortável, e começava a falar só para afastar esse anjo mau que estava a passar entre nós.

Um dia tu disseste-me:

- Cláudia, não precisas de falar só porque vamos calados. A coisa mais difícil e mais bonita de partilhar entre duas pessoas é o silêncio."

 

 

"Hoje já ninguém vai ao nosso deserto, Cláudia."..."A razão principal é que já não há muita gente que tenha tempo a perder com o deserto. Não sabem para que serve.....viajam antes para onde toda a gente vai e todos se encontram.....Todos têm horror do silêncio e da solidão e vivem a bombardear-se de telefonemas, mensagens escritas, mails e contactos no facebook e nas redes sociais da net, onde se oferecem como amigos a gente que nunca viram na vida. Em vez do silêncio, falam sem cessar; em vez de se encontrarem, contactam-se, para não perder tempo; em vez de se descobrirem, expõem-se logo por inteiro: fotografias deles e dos.......E todos são bonitos, jovens, divertidos, "leves", disponíveis, sensíveis e interessantes. E por isso é que vivem esta estranha vida: porque muito embora julguem poder ter o mundo aos seus pés, não aguentam nem um dia de solidão. Eis porque já não há ninguém para atravessar o deserto. Ninguém é capaz de enfrentar toda aquela solidão."

 

 

 

 


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publicado por anita, em 22.07.11 às 15:00link do post | favorito

 

 

Estes dias de férias têm sido uma verdadeira lavagem à alma e ao cérebro!

Precisava mesmo de descansar, de não ter horários nem rotinas estupidamente instaladas, fruto de uma ansiedade incapaz de ser saciada.

E não o foi ainda....

Por fim, vim de férias para o ALLgarve, provavelmente como a maioria dos Tugas como eu - sem muita cheta lá vamos aguentando o barco que embora à deriva, talvez se encontre entretanto - refiro-me ao nosso País!

 

Hoje decidimos ir para a Praia do Vau, mas não é a minha "praia". Muita gente,...gente demais....

 

Gosto mais de praias semi-desertas com espaço para esbracejar, correr e sacudir a toalha sem atirar areia para alguém.

Não é o caso.

 

A praia em si é bonita e tem todas as condições de veraneio, mas assustam-me aqueles imensos rochedos onde a palavra "Danger" sobressai num amarelo ofuscante (na foto aparece vermelho, mas in loco é amarelo). Mesmo assim, as pessoas continuam a colocar-se sob esses perigos, desafiando a gravidade e o perigo.

Não arrisco!

 

Faço castelos, buracos e montes de areia com a minha filha.

Percorremos a praia para achar as mais belas conchinhas!

 

Detive-me na "construção de areia...."faço sempre um buraco, uma montanha com túneis, castelinhos e uma muralha...desde sempre!!!!"

Quererá dizer alguma coisa?!

Não quer dizer nada, claro, mas a minha imaginação leva-me para o filme do Steven Spielberg cujo título não me recordo, mas que alguns dos actores faziam sem precedentes montanhas em casa e as procuravam sem descanso, como uma obsessão.

O Monte e o Buraco

 

O bronze já se reconhece....daqui a pouco piscina com a companhiade O Delfim, sugerido pela EME.

 

 

 

 


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publicado por anita, em 11.07.11 às 17:56link do post | favorito

 

 

 

 

Poucos darão alguma coisa por esta pequena praia na vila de Cascais, precisamente por estar localizada no meio urbano.

Mas decidi escrever acerca da mesma, pois inadvertidamente, reparei que tem Bandeira Azul, facto no mínimo, curioso.

É uma praia familiar, com mar calmíssimo ideal para as crianças. Frequentada pelos locais, por turistas q.b. e também por nortenhos, algo também surpreendente, quanto a mim.

É rodeada por casaríos e palacetes, um hotel e uma capela.

De referir também o restaurante Capricciosa - massas e pizzas para toda a família, com uma vista soberba! -

www.grupodocadesanto.com/pt/capricciosa/restaurantes/Cascais/44/

 

Os cafés e restaurantes da praxe e uma escola de mergulho.

Tem o Programa Marés Vivas, limpeza das praias, gaivotas e Nadadores Salvadores muito atentos e simpáticos.

Acesso para pessoas com dificuldades motoras bem como um espaço na praia exclusivo para estes e seu acesso à àgua.

 

Os transportes são fáceis para quem vem de fora - comboio ou carro, claro; e para quem vem de perto, o BusCas (nosso amigo) que nos leva em 10 minutos a este local por 0,70€. Efectivamente, alguns de nós somos uns privilegiados e nem sempre o valorizamos.

 

 

 

 

  

 

  

 

 

Fica aqui uma descrição do Guia da Cidade:

 

"Limitada por um lado pelo Hotel Albatroz e pelo outro pelo Chalet Faial, antigo tribunal de Cascais, é uma das mais frequentadas da vila, pela sua proximidade em relação ao centro e à estação de comboios. Na maré baixa, esta praia fica colada à vizinha praia da Duquesa num único e extenso areal. Junto ao areal existe um bar e apoio de praia que gere a concessão. Outra opção é o quiosque Laranjeira, acima da praia, mais perto da estação. Muito próximo, na praia da Duquesa, há outros bares e restaurantes. Servida pelo paredão que liga Cascais a São João do Estoril, que aqui termina, a praia tem facilidade de acessos. O estacionamento faz-se na via pública e é pago com parquímetros."


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publicado por anita, em 10.07.11 às 02:00link do post | favorito

 


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publicado por anita, em 07.07.11 às 19:38link do post | favorito

 

Terminei de ler este livro de José Rodrigues dos Santos.

A trama passa-se no início do século XX, em 1929, uma das minhas épocas favoritas.

Não consegui descansar até terminá-lo.

Resumidamente é uma tragédia de amor, contextualizada numa vida social rígida, pós implantação da República e em pleno início do Salazarismo.

O papel da PIVDE, "pevide", é intensamente descrito, bem como e paralelamente a guerra civil espanhola e as relações entre homens portugueses e mulheres espanholas.

Um amor castrado em todas as alturas da vida de Luís Afonso e de Amélia: primeiro pela mãe dela, depois pelas circunstâncias da vida.

Termina com o suicídio de Luís, que a única e verdadeira coisa que queria era amar Amélia.

 

Para quem gosta do género, aconselho.

Eu gostei bastante da escrita e da história, sabe Deus, senão verdadeira em muitas das suas facetas.


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publicado por anita, em 07.07.11 às 16:57link do post | favorito

Ontem, todos os caminhos foram dar a Algés, ao Festival Optimus Alive!

Os COLDPLAY actuavam às 22H e pelo menos 52 000 pessoas iriam assistir.

Optei por ir de comboio: a viagem seria mais tranquila e conseguiria capturar momentos como este.....

 

 

A foto revela o vandalismo ou um acidente na janela do comboio onde ía.

É portanto, o sol a passar numa janela completamente estilhaçada.

 

Chegada a Algés, observei com atenção a organização policial à volta do evento e confesso que fiquei surpreendida com a eficácia demonstrada pela PSP - controlo alternado entre trânsito e população. Apesar de muita gente no local tudo decorria calmamente: uns esperavam, outros cantavam e ainda havia quem vendesse super bock de Vialonga - um africano com missangas na barbicha, que não deixava de estar engraçado.

 

Lá dentro, o recinto amplo e com muitas atracções - Matrecos, comes e bebes com fartura, farturas, stands promocionais de empresas conhecidas, e, salvo erro, 4 palcos. Músicas para todos os gostos.

 

Uma curiosidade - Distribuição gratuíta de Preservativos embalagem Verde à entrada e embalagem vermelha à saída (não sei se terá algum significado especial...)

 

Os COLDPLAY entraram pontualmente às 22H, após uma boa actuação dos BLONDIE.

O vento era fresco demais e decidi colocar o meu polar Berg....apesar de estar mais apertada que numa lata de atum.

 

Muitas músicas novas, muitos abrandamentos de ritmo para um Festival de Verão.

Mesmo assim, ouviram-se com agrado numa noite sob a égide da ursa maior que estava mesmo por cima de nós.

 

 

 

 


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publicado por anita, em 07.07.11 às 13:45link do post | favorito

Atrevo-me a começar este texto pela frase:

"Não pertenço aqui".

Não pertenço a uma sociedade povoada de mentiras e hipocrisia sem precedentes.

Não pertenço à falta de respeito e consideração dos mais chegados ou dos desconhecidos.

Não consigo lidar com gente deste calibre.

Há falta de tudo: de cavalheirismo, de bondade, de diálogo, de civismo, de temperança, de flexibilidadede comportamentos....só reacções em cadeia.

 

Como espirais.

 

Espiral ascendente ou descendente?

 

Como é que podemos minimizar este estado de coisas?

É mais ou menos como a história do copo meio vazio ou meio cheio - como é que o vemos?

 

Uma espiral negativa pode muito bem ser uma pera ao contrário, logo nada tem que ver com negativo ou positivo, mas com posição.

 

 

Ou um iceberg com tudo por revelar.

 

Tem tudo a ver com a forma como encaramos os factos, é uma verdade.

Raramente exploramos todo o conceito até ao fim, desistimos a meio, levados pelo lufa-lufa quotidiano, pelos medos, pela rejeição anunciada.

E simplesmente, muitas vezes, pecamos por ficar a meio, por não descobrir nem 1/10 do que É!

Do que ESTÁ!

 

Exemplo disso é a Pantera Cor de Rosa!

 

É macho ou femea? Nunca me tinha lembrado desta questão e achei até engraçado, pois não obtive resposta.

E...Cor de Rosa??

Este desenho animado foi criado nos anos 60 e ser um macho cor de rosa é muito avançado para a época!

 

Brincadeira à parte, certo é que vivemos tempos de egoísmo e vaidades....sem olhar a quem!

 

Melhor mesmo dirigir-me à Terra do Nunca ou ao País das Maravilhas e trocar umas ideias com a Sininho e com a Alice,

abstrir-me desta realidade podre e continuar a ser e estar sem esperar nada de volta.

 

Nunca Esperar Nada de Volta!


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