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publicado por anita, em 31.08.11 às 19:30link do post | favorito

 

 

Vivi uns anitos num país de terceiro mundo na altura, hoje, país emergente, Terras de Vera Cruz, vulgo Brasil.

Um pais pautado por grandes desiquilibrios sociais entre outros, mas estes mais evidentes aos nossos olhos de europeus.

Entre muitas diferenças encontradas, desde o estilo de vida, as casas, os empregados para tudo ao preço da chuva, todos os prédios com garagem para 2 carros cada apartamento, todas as moradas com nome de um bairro, domingos sem se trabalhar, venda de jornais por ardinas nos semáforos (Zero!!!! Sim "Zero Hora" é um dos principaqis jornais de Porto Alegre, Rio Grande do Sul - http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=capa_online), panóplia de diferentes gastronomias ao virar de cada esquina, só a bica é que era uma desgraça, mas mesmo assim habituei-me, que remédio.

E por falar em remédios, a UNIDOSE. Pois bem, muito me admirei com cestinhos de aspirinas vendidas à unidade, bem como outra infinidade de medicamentos vendidos assim. "Claro"! Pessoas com salários míninos, para nós Impossíveis, teriam de ter acesso à saúde de qualquer maneira.

 

De facto, sou incondicionalmente apologista pelas unidoses.

 

Quanto tempo ficamos com uma caixa de aspirinas em casa? 1 mês? 6 meses? 1 ano?

Saindo do campo da medicina, quantas vezes os nossos filhos bebem uma lata de 200 ml de sumo até ao fim? Quanto tempo demora uma garrafa de azeite a ser consumida? e de Sal? E de Açucar? E as bolachas...quantas vezes amoleceram na despensa por não serem consumidas atempadamente? Há mesmo necessidade de comprar 3kg de batatas de uma vez? packs de 6 de iogurtes? Nunca expirou nenhum prazo? 1 litro de gel duche?

 

Será que embalagens mais pequenas não teriam o mesmo efeito?

Não dariam para um mês?

 

Sempre que bebo um café, coloco apenas 1/4 do pacote de açucar, mas abro-o e claro, que apesar de deixar no cestinho, ninguém vai pegar nele, pelo que irá certamente para o lixo. E fazer pacotinhos de açucar de 3 ou 5 gramas?

 

UNISODES OU EMBALAGENS MAIS PEQUENAS - O Preço de Venda diminui!

 

O que pretendo defender com este texto, é que existem aqui duas situações a ponderar:

 

1. As empresas produtoras e os retalhistas têm aqui uma oportunidade de negócio com a crise, pois vão continuar a democratizar o acesso de todos os consumidores aos bens essenciais. Haverá algum custo de investimento em novas embalagens? Talvez nem tanto com a produção oriental;

E mais vale vender uma unidade a cada 100 consumidores do que 100 unidades a 1 consumidor!

2. Os consumidores conseguirão continuar a comprar os mesmos produtos, optimizar a sua utilização e ao mesmo tempo poupar mensalmente um determinado valor, que só analisando um cabaz mensal se poderia atirar com um valor para cima da mesa.

 

Muitas vezes, não é o poupar que está em causa, mas sim o não desperdiçar recursos ou bens - esta é a verdadeira poupança!

 


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publicado por anita, em 31.08.11 às 16:54link do post | favorito

 

Vi este poema.

Decidi colocá-lo no meu blog.

 

NÃO ME CHAMEM COBARDE

Quando uma lágrima nasce
Dos tristes olhos da saudade
Não existe sofrimento, por dentro
Morre em nós a liberdade.

Quando uma ave se perde
No negro da alma magoada
Não há lamento, tormento
É viver a dor do nada.

E o destino baila um gemido
Nas penas da dor tamanha
E sempre volta, revolta

Esta tristeza tão estranha.
Espezinhem-me à vontade
Mas não me chamem cobarde.

Regensburg
02-08-2010
Beija-flor


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publicado por anita, em 21.08.11 às 18:26link do post | favorito

 

 

Dissera-lhe com os seus olhos brilhantes e voz rouca, segura e grave:

"- Não procuro!"

Frase trivial, desprovida de qualquer novidade.

Mas ficou a pensar nela com maior detalhe do que as outras vezes.

O fim de semana foi-o como há muito não o tinha sido - conversas reais de gentes reais com problemas e felicidades também eles reais.

Saíu do seu mundo "Faz de Conta" e sentiu-se bem neste.

Não novo.

Mas de novo.

Novas ideias, novos assuntos, novas abordagens e perspectivas.

Como um peixe na água, no meio daqueles que são da sua vivência, como se 20 anos não tivessem passado.

Surreal e maravilhoso.

 

Aprendeu que não procurando, se encontram as mais preciosas experiências, mesmo que sejam apenas um relâmpago...e até que choveu para chuchu......

Realmente, concluiu que desta vida, ficam estes momentos serenos e descontraidos.

Tudo flui naturalmente.

O meu obrigada.


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