idéias soltas
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publicado por anita, em 17.09.11 às 11:25link do post | favorito

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publicado por anita, em 12.09.11 às 10:04link do post | favorito

 

Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência.

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade.

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio.

Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida. .. Isto é um princípio da natureza.

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância.

Solidão é muito mais do que isto.

Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma....

 

Francisco Buarque de Holanda


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publicado por anita, em 07.09.11 às 20:59link do post | favorito

O bom da vida, são por exemplo, as novas actividades que se nos colocam.

Deparamo-nos com surpresas, surpreendemos e surpreendomo-nos a nós próprios com um desempenho acima da média.

Senti-me bem hoje, fui audaz, convincente e profissional.

O elogio foi tão benvindo, ninguém naquela sala o calculou, mas foi o melhor que me poida ter acontecido hoje.

A minha auto-estima elevou-se a um grau de há 10 anos atrás.

Retomei a garra, a vontade, o saber que sei e que sei fazer e que sou boa no que faço.

Retomei as ideias, as conjecturas, os novos projectos, fiz calculos, apresentei valores, fui ágil no gatilho e realcei em mim e para mim, que estou cá:

- Vivo às vezes adormedida pelo torpor estúpido em que nos deixamos envolver, sem saber como, qual casulo, sem forma de sair antes do tempo.

Tudo tem um tempo e do casulo sai sempre uma linda borboleta, mas há que esperar pacientemente que isso aconteça.

 

 

 

Hoje aconteceu-me e precisava tanto disso.

Voei sem asas e não me estatelei nesse chão rude de todos os dias.

Vi em prespectiva, noutro ângulo, e como me fazia falta ver as coisas doutro modo.

 

Um dia rotineiro.

 

Há muitos anos atrás apregoava que não teria jamais uma "vidinha".

Hoje, senti falta dessa vidinha, das suas pequenas rotinas, dos filhos, das roupas, das camas, do jantar.

Será que afinal essa vidinha também nos faz falta?

Será que essa vidinha é enfim a minha vida e dela me desprendi arrogantemente?

 

Estão retomadas as hostilidades diarias.

Vamos ver por quanto tempo.

 

 


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publicado por anita, em 04.09.11 às 20:07link do post | favorito

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publicado por anita, em 02.09.11 às 13:47link do post | favorito

O dia já ía alto, mas como sempre, fazia de tudo para não fazer nada....

Deambulou pela casa, magicou, sentou-se, levantou-se, telefonou, recebeu telefonemas também, que aquele telefone parece de um RP.

 

Depois da sua hora saudável de exercício físico, onde a libertação de endorfinas, só lhe cai bem, volta ao deambular.

 

Nessa viagem pequena entre a sala e o quarto, decidiu que era hora de queimar o que havia ardido em forazes chamas na sua mente.

Procurou acendalhas e ateou o lume.

Para lá botou tudo o que havia escrito ou lido nos últimos tempos.

 

Tudo o que o fez pensar que seria feliz um dia destes.

 

A fogueira adensou-se, linda, cores laranja e amarelo.....

Olhou.

Sem pena.

Sem desdém.

Oco de sentimento.

 

Mais um ciclo, pensou.

Este durou demais e não atingiu jamais o "breakeven" sequer.

 

 


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publicado por anita, em 01.09.11 às 23:25link do post | favorito

 

 

 

Nestes últimos meses, talvez um ano mesmo, tenho feito descobertas espantosas e dignas de registo.

Boas e más, todas fazem parte das nossas entranhas e ossos, alma e tutano.

Fisicamente penosas e prazeirosas;

Emocionalmente um alento ou desilusão para a vida.

 

Começamos com um afastamento de seres. Só por si mau.

As estradas e caminhos demasiadamente compridos para conseguir chegar aquele sítio certeiro....aquele onde todos querem chegar.

Ilusão de uma aventura.

Foco.

Trabalho sem precendentes.

Só trabalho.

 

Terei de falar das redes sociais, claro.

No seu auge, manifestei o que quis e o que não quis.

Desfoquei.

Encontrei gente e reencontrei gente maravilhosa.

Pensei eu que maravilhosa, porque na realidade nunca conhecemos ninguém.

E eu, por defeito, acredito em toda a gente.

 

Verdade custosa de admitir, mas real.

 

Veredas, passeios, sms, telefonemas, encontros, conversas,....

Alguma cumplicidade, mas nada demais.

Sempre uma frieza distante, medrosa e cobarde.

 

Começa, recomeça, começa, recomeça...acaba por ser essa a lei da vida, não?

Sim.

Mas não.

 

Há momentos em que temos de dizer BASTA.

CHEGA!

 

Mundos diferentes, cabeças diferentes, amores, experiências e vivências muito, mas muitíssimo diferentes.

Beautiful Lie.

 

O reflexo, meus amigos, é de pura cobardia com o futuro.

Sim, aquele futuro que enganosamente fingimos não existir, dizendo que vivemos um dia de cada vez.

É mentira. É tudo mentira. Foi tudo mentira.

 

Ninguém vive assim, só os doidos varridos desprovidos de faculdades mentais para almejarem mais qualquer coisita.

Mentira compulsiva.

Desconsideração para com o próximo.

Egoísmo.

Falta de educação.

 

Andamos insanamente perdidos.

E perdidos ficaremos.

Porque afinal, os castelos de areia foram-se com o mar que tanto gosta de olhar.

Aquele que o sol adora na hora de dormir.

 

Sim, querido amigo, a vantagem de todas as experiências na vida de cada um é que o são eternamente e com elas viveremos até ao fim dos nossos dias.

Uns ultrapassam, outros pelos vistos não.

Este foi o meu aprendizado e agradeço tê-lo tido.

Não que não o venha a repetir, mas pelo menos já tenho pontos de referência bem nítidos do que é a indiferença para com uma pessoa.

Do que se pode ser (ou será um "não-ser") para um ser próximo.

Fatal, mas não mortal, que mortal não sabemos a hora.

 

Não me despeço.

A vida encarregar-se-á de mostrar o que tem de ser mostrado e de ditar o que tem de ser vivido.

Sempre pensei assim.

Sempre o pensarei!

 

 "A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade."
Carlos Drummond de Andrade


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